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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Hood Ride - Ferrugem Valorizado

Oriunda dos Estados Unidos a cultura Rood Ride preza os detalhes da mecânica do automóvel e da satisfação pessoal do proprietário, ao mesmo tempo que prega o famoso jargão “to-me-lixando” para o visual externo. Na pratica porem, a coisa (já) não funciona bem assim... Tudo teve inicio há cerca de cinqüenta anos, quando os jovens americanos criaram a “onda” na qual adaptavam potentes motores V8 a carrocerias e chassi de fabricados nas décadas de 1920/30, que geralmente encontravam abandonadas ou compravam por uma pechincha em ferros-velhos. Seguiu ai o movimento denominado Hot Road.
Como geralmente, não sobrava grana – pois todo o investimento era voltado para à mecânica -, costumavam circular com o veiculo com a aparência (ou falta dela) que ele tivesse, inclusive enferrujado. Recentemente seguiu um novo movimento denominado RatRoad e, um de seus derivativos e o HoodRide – tendência que também já chegou no Brasil -, ambas com a finalidade básica de resgatar a tradição. A diferença é que os modelos destinados ao HoodRide geralmente são comprados em perfeito estado de conservação e sucateados propositalmente. Ou seja o visual importa, sim. O quanto pior melhor.
Veja o caso do fusca 1970 1ª Série que ilustra essa reportagem. Seu dono, o analista financeiro Cássio Kanegae de Oliveira, 27 anos, garante que o adquiriu com status de originalidade. “Não estava perfeito, é verdade, mas preservava atrativos suficientes para chamar atenção em encontros de carros antigos”, afirma Cássio. E, o que podia ser um sonho para muito antigomobilistano entanto, não agradava o jovem paulistano. “sempre quis ter um fusca”, diz. “Mas queria algo que despertasse interesse pelo inusitado. Algo fora de padrão”, afirma.

CULTURA AMERICANA

Foram meses de pesquisas atrás de uma idéia que agradasse e, ao mesmo tempo, não pesasse no bolso. “Foi quando um amigo me enviou uma foto de um carro todo enferrujado”, diz. Por coincidência, a foto mostrava justamente um Fusquinha: isso porque um dos lemas do HoodRide é baratear a brincadeira, e o besouro é um dos automóveis mais abundantes e, portanto, baratos no mundo da customização, não só aqui mas também nos EUA. “Aquela imagem realmente me agradou, pois era diferente de qualquer coisa que eu já tinha visto nos encontros de carro antigo que costumo freqüentar desde criança”, relata o dono do Fusca.
A partir daí, Cássio mergulhou de cabeça no universo HoodRide e iniciou uma intensatroca de e-mails com adeptos do movimento no estado americano do Arizona, onde a cultura da ferrugem surgiu – posteriormente ela se expandiu e também ganhou força na California, berço de toda maluquice sobre rodas nos Estados Unidos. “Com os gringo, aprendi as técnicas necessárias para deixar a carroceria com aparência atual (veja Box) e também a filosofia do movimento, com a qual me identifiquei bastante”, conta o proprietário.
Na balada do “gastar pouco e andar muito”, Cássio também apimentou o motor 1500 original de um Fuscão com comando mais bravo, com 272 graus de duração. Já a suspensão foi baixada “ao máximo” utilizando o popular sistema de catraca na dianteira, além dos ajustes nos facões da traseira, o que fez as rodas ficarem com o ângulo de cambagem bastante negativo devido a suspensão por semi-eixo oscilante.

APARÊNCIAS ENGANAM

Apesar da aparência de abandono, o projeto de um carro dentro da filosofia RoodRide prevê cuidados especiais à estrutura do veiculo. “Todo o chassi, alem de caixa de rodas e outros componentes de segurança são protegidos contra ferrugem”, aponta Cássio. “Já os pára-lamas, pára-choques e outros componentes da carroceria são desgastados a exaustão, de maneira normal ou até mesmo proposital. Quando acaba, é só ir até o ferro-velho e comprar tudo de novo”, diz. Outro cuidado especial se diz respeito à elaboração do interior. É ali talvez o maior investimento de um legitimo HoodRide. “A gente anda no carro pelo lado de dentro”, filosofa o proprietário. “Quando estamos dirigindo, não importa se a carroceria está pintada ou se a roda é cromada. Quem pensa em estética exterior faz o carro para os outros olharem. Nós não. Fazemos o carro para a gente”, completa o analista financeiro. No caso do besouro 1970, Cássio o interior chama a atenção com bancos de couro vermelho, enquanto o revestimento das laterais e do teto é feito com lona de fabricar bolsas e sofás. O visual retro do tecido é ditado pela estampa que mescla o rosto de Marilyn Monroe com recortes de jornais. “Comprei tudo o matéria em lojas tradicionais no centro da cidade de São Paulo. Tudo, incluindo a mão-de-obra do tapeceiro custou apenas R$ 400,00”, revela o proprietário.
O restante do visual é baseado em acessórios que remetem aos Hot rods da década de 1950. Exemplo é a longa alavanca do cambio que tem a manopla em formato de bola de bilhar, outro é o retrovisor de moto, que vai adaptado sobre o pára-lama dianteiro, alem dos pinos das válvulas dos imitando dados. Isso sem falar nas peças de acrílico transparente, como a calha das portas e as pestanas dos faróis.

PROBLEMAS COM A POLICIA

Apesar da carroceria rebaixada ao extremo – o que faz com que os pneus dianteiros raspem normalmente no pára-lamas em manobras fechadas -, Cássio utiliza o besouro como seu carro no dia-a-dia.perguntado se tem muitas dores-de-cabeça com a policia, ele emenda: “Direto. Não me deixam em paz”, diz. “pedem para eu parar e querem tirar fotos de todos os detalhes”, sorri o analista. “O mais engraçado foi quando dois policiais rodoviários me seguiram e mandaram eu encostar na estrada. Disseram que o comandante deles era fascinado por fusca e pediram para tirar algumas fotografias. Depois um deles perguntou se i carro andava para valer. Eu respondi que sim: ‘então vai na nossa frente mas vai rasgando. Eu quero ver você r-a-s-g-a-n-d-o!’”, afirma o proprietário, caindo na gargalhada.
A RECEITA PARA ENVELHECER

Gostou do visual desse Fusca e da Cultura HoodRide? Está pretendendo fazer o mesmo co a raridade deixada pelo seu avô na garagem? Então tome nota da receita usada para, em poucos dias, obter o mesmo resultado que a ação do tempo pode levar anos para fazer na carroceria. O primeiro passo é mergulhar vários chumaços de palha de aço em uma solução de água e sal. Depois, cubra toda a carroceria com o material deixando-a exposta ao relento, para sofrer a ação do sereno e do sol, por dois ou três dias. Ao retirar a palha de aço, não se assuste. A carroceria estará mesmo todinha vermelha de ferrugem. Mas todo efeito desejado só será obtido aos poucos, com o movimento provocado pela velocidade, pela poeira e pela chuva. Para manter essa “preciosa” crosta, o segredo é nunca, mas nunca mesmo, lavar o carro.
Faça isso e você terá um legitimo HoodRide. Outra solução é perder algum tempo procurando uma carroceria “já pronta” no ferro velho. Essas dicas são dadas e garantidas por Cássio Kanegae, dono do modelo que ilustra nossa reportagem. Segundo o “especialista”, a receita lhe foi passada pelos adeptos do movimento lá no próprio Arizona (EUA), onde a moda começou. “a pergunta que mais escuto nas ruas é se encontrei o carro no fundo de um rio”, brinca o proprietário. No Brasil, esse movimento também já começa a tomar corpo e, para quem quiser saber mais sobre o assunto basta entrar em contato com a comunidade HoodRide por meio do site
http://www.ratvolks.com/

Veja outras fotos
Colaboração: Ivo Guilhon
Revista Fusca

8 comentários:

Mayko disse...

materia boa diria, o carro tbm.
Mas como sempre acontece td mundo vai gostar e vai virar modinha, sem msm o publico entender o real significado. Opnião propria, espero que não seja verdade.

Anônimo disse...

Muito legal gostei!!

Zicão disse...

Muito bonito seu carango!!!ví ele no Fusca Solidario de Jundiaí!!Sempre tive Fusca!Hoje possuo 3,um 66,um 76 e um 86 e já estou de olho em um 69 que está vendendo e ele já está no jeito para aderir ao seguimento Hood Ride!!!Abraço e Parabéns pelo carro!!

Fuscamaníaco disse...

Olá amigos amantes da Ferrugem! Compartilho com vocês mais 3 albuns com o melhor da cultura HoodRide nacional. Boa Diversão!

Fusca Azul HoodRides
http://www.streetcustoms.com.br/revistas-carros/fotos/volkswagen-vcars/fusca-azul-hoodride.html

Kombi Branca HoodRides
http://www.streetcustoms.com.br/revistas-carros/fotos/volkswagen-vcars/kombi-hoodride.html

Fusca Branco HoodRide:
http://www.streetcustoms.com.br/revistas-carros/fotos/volkswagen-vcars/fusca-1969-hoodride.html

Abs!

nightrider disse...

ótima matéria!eu já conhecia os rats á algum tempo e venho procurando uma kombi(furgão ou pick-up)toda podre para fazer um rat...até agora o candidato mais próximo está sendo um ford f-350 V8 abandonado num ferro-velho que estou negociando...

Rodrigo Neves Sanz disse...

Po nao e possivel isso virar modinha ja q esse q s ed guem a moda nao tem tanta cultura e portanto acham q o hoodride e so um carro de tiozinho tod ok fudido e acho q ainda bem esse tipo de carro nao faz o estilo dos funkeiros gracas a ferdinad porsche.
Portanto HoodRide nunca vai virar moda e sempre sera um estilo de vida

Francisco J. Silva disse...

Muito legal a matéria, gosto muito do estilo mas não sabia como fazer isso. Pretendo comprar um Fusca 69 para isso. Alguém pode me dar outra dica?Eu ia fazer por conta sem orientação, ia lixar os ferrugens do Fusca deixar bem rústico e envernizar todo o carro por cima da ferrugem. Será que é isso? Obrigado - Francisco

HOOD KB - peças FUSKA disse...

ola...precisando de '' peças '' a preços otimos para seu novo HOOD ?? FALE COM A KB...despachamos para todo o BRASIL..temos capo, paralamas, vidros, escapes...prontos para vc CRIAR SEU '' KARRO '' // email kitbaja500@gmail.com DESPACHAMOS PARA TODO O BRASIL...Abraços de Fibra...